| |

|
Na contramão da vida.
O
SindimotoRS tem posição clara quanto ao
atual sistema de habilitação, ou seja, ele
não corresponde ao que acontece nas ruas, como
defendem alguns instrutores de trânsito. O recém
habilitado não recebe nenhum tipo de treinamento
no trânsito em meio a outros veículos e demais
usuários da via para ir se adaptando a um universo
que é exatamente diferente do labirinto onde fora
habilitado.
|
O
Sindimoto-RS tem posição clara quanto ao atual sistema
de habilitação, ou seja, ele não corresponde
ao que acontece nas ruas, como defendem alguns instrutores de
trânsito.
O recém habilitado não recebe nenhum tipo de treinamento
no trânsito em meio a outros veículos e demais usuários
da via para ir se adaptando a um universo que é exatamente
diferente do labirinto onde fora habilitado.
Há anos ouvimos falar em educação, palavra
bonita que deveria ser executada na prática, mas que só
serve de discurso para aos administradores públicos, que
não sabem e não tem proposta plausível para
combater este flagelo que ceifa várias vidas por ano de
jovens.
O SindimotoRS, além de representante da categoria dos motociclistas
profissionais no Rio Grande do Sul, atua também na educação
para um trânsito melhor propondo mudanças e aprimoramento,
qualificação e conhecimento técnico sobre
o veículo para todos os motociclistas, principalmente para
os recém habilitados, dependemos apenas do setor público
para implementar o curso que já conta com a assinatura
de um termo técnico com o DETRAN R/S e EPTC.
Ao realizar o curso, os motociclistas recebem um exemplar do Guia
do Motociclista e certificado de conclusão do curso. Com
esta proposta temos a certeza que mudaremos o conceito e preparo
dos profissionais do motofrete com a conseqüente redução
de acidentes. Sem treinamento, conhecimento técnico, mudança
de conceito, qualificação dos motociclistas em geral,
este quadro atual não têm data para mudar, apenas
servir de estatísticas na mídia de óbitos
e jovens sendo mutilados e enterrados deixando suas famílias
enlutadas.
Por outro lado, as mulheres estão deixando a garupa das
motocicletas para assumir os guidões. O crescimento varia
de 20% a 35,7% de acordo com a Associação Brasileira
de Educadores de Transito (Abetran) que diz ser cada vez mais
comum encontrar uma motociclista pelas ruas do Estado, seja por
diversão ou por trabalho. Esse aumento da presença
da mulher no trânsito sobre duas rodas pode significar a
redução de acidentes ou de situações
agressivas nas ruas. Elas estão modificando o comportamento
porque são mais defensivas, e isso não significa
que tiveram um aprendizado diferenciado, o sistema é o
mesmo, porem se cuidam mais em relação ao homem.
Seja qual for o veiculo, ele não mata as pessoas, as pessoas
que utilizam mal os veículos, se matam e matam outras pessoas.
É preciso cuidar da vida.
Valter Ferreira da Silva é
motociclista profissional, presidente do SindimotoRS, gestor em
Transporte Terrestre, perito em Trânsito, instrutor de pilotagem,
examinador de Trânsito e Pós - Graduando em Segurança
no Trânsito.
|
|