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Eles fazem pouco caso!
Recentemente,
publicamos várias reportagens especiais sobre o curso de
30 horas exigido pelo Contran a todo motociclista profissional
que exercer esse trabalho no Brasil. Desde o começo, tudo
pareceu desorganizado demais para quem diz preocupar-se com os
motofretistas. E aqui, digo "governo" que alega ser
de suma importância esse curso para melhorar a qualidade
dos serviços prestados e até o nível profissional
dos motoboys. Concordo, porém, vamos a algumas questões,
que não entrando em polêmica, quero salientar. Primeiramente;
São Paulo só definiu quem faria o curso meses depois
de outros estados brasileiros iniciarem turma. Segundo; fez um
tremendo alarde na cerimônia de abertura das inscrições
no Palácio dos Bandeirantes, inclusive com a presença
do governador, sindicatos e autoridades e, no outro dia, nenhum
dos postos de atendimento do Sest-Senat sabia informar quais documentos
seriam necessários, quando começariam as aulas etc
e, depois de passado quase um mês, ainda há indefinições,
dúvidas, pouca divulgação e o pior: mais
da metade das vagas ainda estão em aberto. O que falta
então?
1°
- Autoridades públicas reconhecerem a importância
dos motoboys para a economia do país e não vê-los
como únicos responsáveis por índices de acidentes
ou votos em tempos de eleições;
2°
- Divulgar mais na mídia (especializada no setor) especificamente
sobre esse curso, sindicatos e empresas de motofrete;
3°
- Promover campanhas de conscientização, principalmente
entre tomadores de serviço para não contratar quem
esteja irregular (empresas e motoboys)
4°
- E sindicatos pararem de ficar brigando entre si, mas
trabalharem por mais dignidade para quem se arrisca todos os dias
sobre duas rodas: os motoboys.
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