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De aprendiz a empresário.

Garra, comprometimento e responsabilidade são palavras que estão no dicionário da vida de Marcelo Sorrini, ex-motoboy que tornou a Ponto Express numa das empresas mais pontuais de São Paulo.

Fundada há mais 18 anos, a Ponto Express Encomendas é uma empresa que têm muito a contar. Sorrini era jovem quando trabalhou em uma empresa de previdência privada no cargo de digitador durante 9 anos passando para uma empresa de cobrança, na seqüência, com intuito de aumentar sua renda mensal na época. Após um tempo, recebeu convite do empresário Edison Maluf para ser sócio de uma empresa de motofrete começando assim sua história no motofrete. Homem de ação, personalidade forte e senso de justiça traz em seu currículo um pouco de tudo como sofrimentos, alegrias, conquistas, heranças e laços de uma educação passada de sócio professor a sócio aluno. Para o empresário sua maior satisfação hoje é ter seus desejos e sonhos realizados e o que mais chama a atenção dele é a humildade. Hoje conta com a colaboração de mais de 70 profissionais, sua empresa presta serviços em São Paulo Capital, Interior e Baixada Santista.

Entrevista

Você já foi um motoboy?
Sim, após pedir demissão de uma empresa, recebi um convite para trabalhar nas ruas como motoboy muito a contra gosto de meus pais, tomei gosto pela profissão e estou até hoje.

Como se tornou empresário nesta área?
Com o aprendizado que tive do Edison Maluf.

Quais as maiores dificuldades que encontra no setor em que trabalha?
Falta de comprometimento dos funcionários da categoria além das inúmeras empresas clandestinas que não sabem o que é pagar uma guia de DARF, FGTS e outros.

O que poderia ser feito para melhorar?
Em primeiro lugar o ideal seria que as empresas não regulamentadas fossem extintas e para isso as autoridades teriam que pegar pesado, pois os tomadores que contratam nossos serviços parecem não saber o risco que correm quando são atendidos por uma empresa clandestinas e profissionais que não se enquadram no padrão de uma empresa legalizada.

Sua empresa possui algum projeto em andamento em relação à segurança de trabalho?
Estamos prevendo para o mês de abril junto com a Abram novas palestras sobre segurança no trabalho, postura e apresentação. Vamos participar do treinamento de pilotagem segura junto com a Honda em que AEMFESP vem selecionando e cadastrando as empresas, alem da obrigatoriedade do condumoto.

O que você considera fator de risco para atividade do trabalho de motoboys e empresas deste seguimento?
Empresários que aproveitam da clandestinidade e da informalidade tanto o contratante como o contratado, visando apenas lucros, não se preocupando se o profissional contratado tem o mínimo de condições para o trabalho, se a empresa é idônea e contém todas as documentações exigidas.

Quais equipamentos essenciais que sua empresa considera de extrema importância para que o motoboy use durante seus trajetos?
Os EPIs exigidos para o nosso segmento.

O que fazem para diminuir acidentes no trânsito?
Temos parceria com a Abram para palestras, cursos e treinamentos para os profissionais da categoria, o bom resultado disso tudo, é verificado no nosso numerador de acidentes que já ultrapassa 336 dias sem nenhum sinistro.

Quais os requisitos para contratação de profissionais?
Aparência, boa dicção, todos os documentos exigidos por lei, consultas em empresa anteriores, referências pessoais com perguntas elaboradas por nosso RH.

Se você descobre que um de seus colaboradores é um usuário de drogas, o que faz nesta situação?
Em nosso segmento vemos isso com freqüência. Temos uma liberdade com nossos profissionais para abordar esse assunto, mais em alguns casos não tem resultado e a conseqüência é a demissão.

O que falta para o setor de entregas rápidas ter mais representatividade no Brasil?
O problema é bem complexo, não será uma ou outra atitude que irá mudar o setor, mas acredito que principalmente a conscientização dos empresários do nosso setor e os tomadores de serviços.

Qual a sua opinião sobre a regulamentação?
É de grande importância mais só terá resultado se as autoridades estiverem realmente com intenção de mudar a situação.

Sua empresa é filiada a algum sindicato?
Sim, ao SEDERSP e até o momento estamos satisfeitos, inclusive, recentemente ele recebeu à carta sindical e ficou nítido que os diretores estão bem intencionados para melhorar o futuro da categoria.

Deixe um recado para as autoridades.
Sr Ministro do Trabalho, exija do Reclamante o mínimo de comprovantes para se mover uma Reclamação Trabalhista. Muitas vezes o Reclamante não tem uma prova sequer contra o Reclamado e por mais que a ação seja improcedente o Reclamante não sofre nenhuma punição enquanto que o Reclamado mesmo provando ter agido de maneira correta com o funcionário, perde tempo no fórum, gasta com advogado e muitas vezes para entrar com recurso disponibiliza ainda algo em torno de R$ 6.000. Por esse e outros motivos sentimos que somos lesados pela própria lei.

Deixe um recado para os empresários de motofrete do Brasil.
Acreditem na força da nossa categoria, procurem apoio, se associem a entidades sérias que estão realmente a fim de fazer a diferença. Juntos teremos a possibilidade de conhecer novos métodos de trabalho e estar sempre atualizado. Hoje, muitos empresários já estão abrindo suas empresas a fim de mostrar para outros empresários de motofrete seu método de trabalho. Viva sempre em busca de fazer a diferença, zelando pela qualificação dos funcionários e pelo bom serviço prestado ao cliente.


Equie Elite de Motoboys da Ponto Express

   
     
           
   
         
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