
O mundo dos negócios tem exigido cada vez mais
agilidade e pontualidade principalmente no quesito entregas
de pequenas encomendas, documentos e até jornais
– revistas e lanches. Assim, as motocicletas surgem
como meio de transporte ágil que dribla um trânsito
cada vez mais congestionado.
Atualmente,
ela tornou-se protagonista no aumento de negócios
fechados no setor de motofrete, seja em vendas ou entregas,
mas, também, quando se fala em relação
às vítimas de acidentes ligados a veículos
de duas rodas, seu papel é fundamental quadriplicando
a quantidade de lesões permanentes e até
óbitos.
As ações para diminuição desse
número teve como base estudos da Organização
Mundial de Saúde (OMS) que estimou, em 2009, cerca
de 1,3 milhões de mortes por acidente de trânsito
em 178 países. Recomendou-se então aos países
membro, a elaboração de um plano diretor
para guiar as ações nessa área no
decênio atual, tendo como meta estabilizar e reduzir
em até 50% os acidentes de trânsito em todo
o mundo.
Hoje,
os acidentes de trânsito representam a 3ª causa
de mortes na faixa de 30-44 anos; a 2ª na faixa de
5-14 e 1ª na faixa de 15-29. Os custos dos acidentes
de trânsito já foram estimados em 1 a 2%
dos PIB dos países, ou ainda, em um custo global
US$ 518 bilhões/ano. No setor saúde o impacto
é significativo, particularmente nos países
de baixa e média renda, onde o trânsito responde
pela sobrecarga de prontos-socorros, dos setores de radiologia,
fisioterapia e reabilitação.
Enquanto
isso, no Brasil
Deve-se
ressaltar que o país aparece em 5º lugar entre
os países recordistas em mortes no trânsito
precedido apenas pela Índia, China, EUA e Rússia.
Dados do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério
das Cidades (MC) registraram, em 2008, a ocorrência
de aproximadamente de 39 mil óbitos e 619 mil vítimas
não fatais, muitos com seqüelas irreversíveis,
decorrentes de acidentes de trânsito. Já
em 2010, foram realizadas 145.920 internações
de vítimas dos acidentes no trânsito financiadas
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com um
custo de aproximadamente R$ 187 milhões. Os homens
representaram 78,3% das vítimas (114.285), enquanto
as mulheres 21,7%. A maioria das pessoas internadas tinha
entre 15 e 59 anos. A região Sudeste concentrou
quase metade dessas internações –
44,9%.
Os dados do MS também mostram que a cada 100 mil
brasileiros, 76,5 foram internados em 2010 em decorrência
de acidentes no trânsito. As maiores taxas são
entre os motociclistas (36,4 por 100 mil). Segundo pesquisa,
dois motociclistas morrem por dia nas ruas de São
Paulo, cidade mais populosa da América Latina.
As motos estão envolvidas em 35% dos acidentes.
A análise dos dados do MS mostra um aumento marcado
entre as vítimas das motocicletas, sejam passageiros
ou condutores. Das vítimas fatais em 2008, 8.898
estavam em motocicletas. O aumento da motorização
do país nos últimos anos, e particularmente
o uso de motocicletas e ciclomotores, que são modalidades
de transporte bastante vulneráveis, dificultam
a queda das taxas de mortalidade provocadas pelo trânsito.
Frota
Brasileira
O
Brasil registra uma frota motorizada de 66.116.077 de
veículos, dos quais 57% são automóveis.
As motos, motonetas e ciclomotores representam 26% da
frota nacional, com maior concentração nas
regiões Sul e Sudeste – que concentram 60%
das motos que circulam no país. As informações
são do Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), com dados de março de 2011. Se analisada
a proporção entre automóveis e motos,
há diferenças significativas entre as regiões
do país.