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Delivery, o trabalho é servir.
Motoboys gaúchos
deliverys enfrentam o frio da região para servir
quem está quente em casa numa cidade que o motofrete
ainda é novidade, e raro.

Este é o caso de Claudecir
Pimmel, 26, nascido e residente na cidade de Gramado, RGS.
Casado e pai de um filho, trabalha como delivery para sustentar
sua família. Todo dia sai de casa com destino a pizzaria
Piratas Pizzeria, muito conhecida na região. Há
um ano e meio na profissão, diz que o lucro é
compensável e as pessoas o tratam muito bem. “Tiro
em média 2 mil pilas por mês, porém,
o problema aqui não é o salário e sim
o frio que chega há 10 graus negativos”, revelou.

Antes de ser motoboy delivery, Claudecir foi garçom
e para suportar o frio das noites gélidas do sul
precisa usar duas calças de moletom, mais calça
jeans, dois pares de meia, camisa, colete de lã e
a jaqueta por cima, Além de luvas e capa de chuva
quando chove.

Gramado é uma cidade turística cercada de
hotéis luxuosos, ruas com praças largas, restaurantes
e muitas flores por todos os lados. É encantadora
e oferece infraestrutura completa. “Na temporada aqui
fica cheio de turistas e os serviços deliverys são
os mais procurados; quando a noite chega, sei que minha
jornada vai ser longa”, disse.
A cidade ainda não tem empresas de motofete e o serviço
de delivery é o mais disputado pelos jovens da região,
porém, a maioria não possui registro em carteira,
são autônomos e pagam o INSS, como é
o caso de Claudecir. “Sinto que sou privilegiado por
ter realizado sonhos como comprar um carro, sentir à
liberdade de pilotar minha moto e não ter sofrido
nunca um acidente”, finalizou.
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