
ROSINHA: Uma Novidade, Moto girl ou heroína?


É como muito estilo e carisma que a moto girl Maria Helena Nestor Alves, a “Rosinha”, sai às ruas de Belo Horizonte onde é reconhecida facilmente pelos motociclistas que por ela passam. Seu estilo único rosa de ser, atrai muitos fãs motociclistas, curiosos e jornalistas de várias mídias. “A maioria dos jornalistas quando ficam sabendo da Rosinha, logo querem me conhecer e me entrevistar, querem saber por que me chamam de Rosinha, por que as combinações rosa na moto e nas roupas que visto etc., Às vezes fico chateada em saber que sou apenas reconhecida somente por ser a rosinha”, desabafa.
Rosinha como gosta de ser chamada, não é apenas uma moto girl que adotou um estilo rosa e único de ser para aparecer, ela também é uma trabalhadora muito dedicada, mulher, mãe, dona de casa e manicure nas horas vagas, se desdobra todo mês para dar educação a sua filha que é sua razão de viver. Como na boa parte dos profissionais de duas rodas, a moto girl também tem seus momentos de crise, sejam eles psicológicos financeiros ou até mesmo familiares. Há mais ou menos dois anos atrás ela descobriu através de uma consulta médica de rotina que sofria de stress, e logo ficou sabendo que o stress diagnosticado era por excesso de trabalho. A pedido de seu médico diminuiu cerca de 50% de sua carga horária de trabalho para tratar do seu problema. Por já ter 51 anos de idade teve que dar um breque no trabalho e passou a ter depressões por ter que ficar parada, ganhando menos do que já ganhava, passou a complementar seu salário com trabalhos alternativos em casa como manicure. Por ser autônoma não tem qualquer tipo de benefício ou seguro que a assegure quando acontecem coisas desse tipo. Já a sua moto, não é mais a mesma, proprietária de uma Suzuki Intruder 125cc ano 2000, já apresenta bastante desgaste, tanto na pintura com na parte motora, e ela sem condições financeiras, não têm dinheiro para comprar uma moto nova, segundo ela, já teve 3 motos, além dessa, mas as 3 foram roubadas, e a sua moto atual, ela ainda está pagado prestações, que termina em junho deste ano.”Graças a Deus eu já estou terminando de pagar as parcelas da minha moto que já não é tão nova, mas ainda quebra um galho, pra ser sincera ela só está me servindo para pequenos trabalhos que mau posso realizar devido aos meus problemas de saúde”, concluiu.



Através de um folheto trazido por sua filha da escola, conheceu o grupo de Moto Clube Águias de Cristo, que realiza um trabalho social sem fins lucrativos de conscientização com motociclistas que tem problemas com a dependência química e problemas de depressões. “Foi este grupo que me acolheu quando mais precisava de apoio, estava derrubada, com a auto-estima muita baixa por ter que me afastar da profissão. Em uma visita ao clube fui convidada para ser membro do grupo, hoje eu apoio a causa, mas nem sempre posso estar presente para ajudar eles com este lindo trabalho, pois não tenho uma moto apropriada para viajar, até mesmo por que a cilindrada da minha, é muito baixa, e é muito perigoso pegar estrada e rodovias com motos de pequeno porte, e estou precisando urgente de uma moto acima de 250cc para poder continuar fazendo o que tenho feito nos últimos dois anos, que é ajudando a resgatar vidas de motociclistas”, finalizou. Como vocês podem ver, está mulher além de moto girl, é uma guerreira, heroína das ruas e avenidas e Belo Horizonte, mesmo necessitando de ajuda, ela encontra tempo para ajudar motociclistas a se livrarem de vícios, dependências, problemas pessoais e familiares, que somando tudo, contribui para o aumento do numero de acidentes envolvendo motociclistas.



Para dar continuidade a esse trabalho ela precisa de uma moto acima de 250cc, mas não têm condições de comprar uma na situação em que se encontra, por isso, montadoras de motocicletas do Brasil, concessionárias da grande Belo Horizonte etc,está pode ser uma oportunidade de ajudar alguém que mesmo com muitos problemas, quer fazer algo pelos outros. Caso você queira ajudar Maria Helena Nestor Alves, doando a motocicleta que ela necessita basta entrar em contato com nossa redação nos telefones: (11) 5566.2237 ou 5563-0534, e teremos o maior prazer em dar a noticia e divulgar esta demonstração que vai ajudar muitos outros motociclistas. Em retribuição a esse ato, estamos disponibilizando uma página inteira de anúncio nesta revista para a empresa que ajudá-la.




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