Este Artigo é dedicado a todos
os motoboy do Brasil, e foi escrito por Renzo Querzoli, diretor
de filmes e autor do Documentártio Alma 70. A partir
de agora, ele será um novo colunista da Motoboy Magazine,
e a nas próximas edições ele sempre estará
com um artigo novo dedicado a esse público que não
para de crescer. Até o próximo Renzo!
Tem gente que não gosta da palavra motoboy
e prefere usar motociclista profissional, motoqueiro, motofretista,
entregador motorizado ou sei lá eu. Quantas palavras
foram inventadas para substituir um termo e vocabulário
próprio que define esse profissional?
Eu gosto do termo. Motoboy é uma palavra
rápida, curta, que diz tudo. A origem é "office
boy", que eram os mesmos caras, só que em vez de
motos e capacetes, usavam ônibus e carregavam umas pastinhas
cheias de documentos, cheques e contas a pagar, antes dos pagamentos
via internet. Eles resolviam pepinos que ninguém na firma
resolvia e graças à rapidez de raciocínio
e habilidade em contornar obstáculos, muitos deles galgaram
todos os degraus corporativos e se tornaram presidentes de grandes
empresas.
Motoboy, para mim, significa algo ligado a agilidade, esperteza
(no sentido de raciocínio rápido), predisposição
e coragem de enfrentar um trânsito assustador, cheio de
armadilhas que podem "disparar" de repente, por motoristas
desatentos que guiam enquanto falam ao celular ou mandam recados
pelo Facebook, no trânsito vagaroso. Detalhe: grande parte
da culpa é nossa, dos motociclistas, que esquecemos o
quanto é difícil guiar um carro em Sampa...
Motoboy é uma tribo legal. O pessoal adora falar mal,
de como correm, quebram espelhos, de como são furiosos
quando unidos, mas quando contratam um, querem que façam
3 coisas em uma hora e reclamam se o cara não for muito
rápido. Acho isso uma tremenda injustiça com mais
de 90% dos Motoboys. Claro que tem exceções. Como
eu só ando de moto e ando bastante, vejo uns que parecem
querer doar seus órgãos com urgência, de
tanta merda que fazem no trânsito.
Mas juro que se eu tivesse que escolher entre ganhar a vida
num escritório chato ou na rua- dependendo mais de mim
mesmo em todos os sentidos- podem ter certeza de que teríamos
um Motoboy a mais nas ruas.
Então é isso. Fui convidado pelo meu amigo Claudio
Barbosa a escrever na Revista Motoboy e fiquei muito feliz com
a oportunidade de estar mais perto dessa moçada de alma
selvagem, vamos trocar figurinhas iradas!
ÉNOIZ!
Renzo Querzoli
Veja abaixo
um video reportagem de Renzo onde ele entrevista vários
motoboy que passaram pelo Moto Check-up da Abraciclo.