Empresários do motofrete, profissionais
e autoridades reúnem-se em audiência pública
para definição da regulamentação
na região.
Empresários do setor motofretista, profissionais do motofrete
e autoridades da região de Sorocaba reuniram-se na manhã
do dia (26) sábado, em uma audiência pública
na Câmara Municipal de Sorocaba. Cerca de 150 pessoas
envolvidas estiveram presentes na audiência, entre elas,
sindicalistas do setor, empresários da região,
motofretistas, advogados, representantes de entidades e autoridades
publicas.
O
intuito da audiência foi esclarecer o projeto Lei 9413/2010
que dispõe sobre o serviço do transporte de pequenas
cargas por motocicleta, denominado motofrete, a lei regulamenta
a profissão do motofrete na cidade de Sorocaba e região.
De autoria do Vereador Anselmo Neto do (PP) de Sorocaba, a mesma
entrará em vigor na região a partir de 8 de Junho
deste ano. Os profissionais da região terão um
prazo mínimo para se adaptar as novas regras e adequação
da profissão. Alguns itens e acessórios de segurança
como; o mata-cachorro, antena corta pipa, baú, colete
e capacete com refletivos serão itens obrigatórios
como impostos na Lei Federal 12.009/2009. Porém, alguns
pontos críticos e burocráticos da lei foram modificados
e adaptados para região, tornando a situação
bem mais fácil para o processo de recadastramento desses
profissionais que querem deixar de ser informal na profissão.
O primeiro passo dessa Lei Municipal, segundo Adilson Nunes
de Souza (o Dinho), presidente do sindicato patronal da região
o SEDERSOR (Sindicato das Empresas de Distribuição
de Sorocaba e Região), seria fazer um pré-cadastro
desses profissionais, para agilizar o processo da regulamentação
na região.
“Acho
que não podemos mais dar as costas para a regulamentação
que exije urgência, vendo que muitos profissionais estão
se acidentando neste trânsito sem ter um mínimo
de edequação e segurança para trabalhar,
grande parte deles são contratados por empresas irresponsáveis,
trabalham sem registro em carteira, e sem segurança,
a maioria muito joven inesperiênte para uma profissão
de riscos, e isso me deixa triste, até por que eu também
um dia já fui motoboy e sei como é. E é
muito importante a participação ativa do Poder
Público para ajudar o setor neste sentido. A falta de
fiscalização das empresas contribui muito para
informalidade desses profissionais, e todos sabem que a fiscalização
dessas empresas é fundamental para diminuir esses acidentes
também, hoje os trabalhadores formais aqui, representam
apenas 3%, e a informalidade esta defasando o profissional na
categoria, acreditamos que com esse pré-cadastro iremos
acelerar este processo e separar o joio do trigo“, declarou
Dinho.
Na ocasião foram esclarecidos diversos pontos duvidosos
da Lei local e alguns pontos da Lei Federal, além de
alguns assuntos ligados a segurança do trabalho, tais
como a diminuição de acidentes, conservação
do veiculo, fiscalização e idade mínima
para exercer a profissão. Um dos assuntos que não
calaram a boca dos motoboys na plateia, foi à dúvida
sobre a moto em nome de terceiros. Boa parte desses profissionais
possui moto em nome de parentes próximos, “tia,
mãe irmão, e esposa, etc.”, e muitos deles
ainda não sabem ou tem dúvida quanto a essa situação
e se sentem receados quando se fala em cadastro. Assunto este,
que foi tratado no inicio como uma pedra no sapato dos motoboys
desde 2009 com sanção da Lei Federal, por se tratrar
que a maioria não tem a moto registrada em seu nome.
Porém, na ocasião, William Duarte da empresa Cortesia
Seguros, convidado a participar da discursão, destacou
como alternativa, o que foi feito em São Paulo quanto
a esse problema. “Aconselho que tomem a mesma posição
do que foi feito em São Paulo capital, um contrato de
comodato, assim este problema também seria resolvido
com o condutor que ainda não possui a moto em seu nome”,
sugeriu Duarte. Muito bem aceito pelos presentes da audiência,
a ideia do contrato comodato parece que será estudada
para região também segundo os dirigentes. Enfim,
parece que luz no fim do túnel está cada vez mais
próxima, e a regulamentação a nível
nacional esta se estabelecendo aos poucos, e o que falta mesmo
é a boa vontade e empenho de todo envolvidos, para que
de fato o problema, ou a solução da regulamentação
do setor seja resolvido tanto em Sorocaba como em todo Brasil,
torcemos. Chegando ao final da audiência o secretário
da URBES (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba),
prometeu fiscalizar as empresas e até em abrir um canal
de comunicação no site da entidade disponibilizando
uma ficha de cadastro aos profissionais e empresas que querem
sair da informalidade. “No próximo mês de
Abril colocaremos no site um link de cadastro direcionado ao
setor motofrete para que cada um desses profissionais possam
se cadastrar e terem a possibilidade de sair da informalidade
e começar a resolver esse problema aqui na região”,
enfatizou Paulo Sérgio. Para os motoboys e empresários
de Sorocaba e região que quiserem fazer o pré-cadastro,
deveram entrar no site; www.urbes.com.br
a partir de Abril para se cadastrarem. E quem tiver outras dúvidas
e quiser obter maiores informações sobre o pré-cadastro,
basta entrar em contato no:
(15) 3211-1885 falar com Adilson Nunes presidente do Sindicato
Patronal de Sorocaba e Região.
Texto: Redação
Fotos: Cláudio Barbosa