A vida por um fio.


Dr.
Dirceu
Rodrigues
Alves

Com a aproximação
das férias escolares, o cerol usado nas linhas das
pipas pode causar um verdadeiro estrago no pescoço
alheio.
O verão no
Brasil é sinal de sol, praia e férias para
muitas pessoas, principalmente crianças e jovens.
E é nesse período que registra-se aumento
no número de acidentes causados pela linha com cerol,
vitimando muitos motociclistas, principalmente motoboys.
Algumas vezes, esses acidentes são fatais. As pipas,
pandorgas ou papagaios, em si não são causadores
do perigo, o grande vilão está no cerol -
mistura de cola e vidro triturado - empregado nas linhas
com a finalidade “aparar” outras pipas.
A brincadeira pode ser inofensiva,
mas causar danos irreparáveis como a morte de pessoas.
O uso do cerol é proibido pela lei 7189/86, e os
responsáveis por menores que se envolverem em acidentes
relacionados com o uso do cerol são responsabilizados,
por isso, é necessário que os pais orientem
seus filhos.
A correria das entregas,
o estresse do trânsito e outros fatores, impedem que
o motoboy perceba em seu trajeto as pipas voando no céu
e às vezes, as linhas estiradas de um lado a outro
nas ruas para ser aplicado o cerol. Geralmente, quando há
acidentes, a parte do corpo afetada é o pescoço
e se o corte atingir uma veia importante, a morte é
inevitável.
Todos os anos, uma campanha
nacional é divulgada nos meios de comunicação
proibindo a prática do uso de cerol e alertando o
motoboy para se equipar adequadamente a moto com antenas
corta pipas, usar roupas reforçadas, um bom capacete
e pilotar com velocidade reduzida em perímetros residenciais.
Dr. Dirceu Rodrigues
Alves Júnior
Diretor do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional
da ABRAMET
(Associação Brasileira de Medicina de Tráfego)
www.abramet.com.br/ dirceu.rodrigues5@terra.com.br


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