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Março

Março também é das mulheres

Março também é das mulheres

27/03/2018 08h04 Atualizada há 3 anos
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Por: murillo
Março também é das mulheres
Além das chuvas, o terceiro mês do ano é tempo de reflexão sobre o papel da mulher em pleno século XXI. Em seminários, debates, encontros e ações que acontecem em todo mundo, temas polêmicos como discussão de gênero, empoderamento e justiça são repercutidos com a sociedade para encontrar formas e meios de dar a elas o mínimo, pelo menos, que desejam: igualdade. Elas não são mais vistas apenas em casa. Muito menos como sexo frágil. A verdade é que nos últimos anos elas estão ocupando cargos que até então só homens chegavam, assim como lutando mais e mais por seus objetivos. Estão na comunicação, no futebol, nas faculdades, em bares nas agitadas noites das cidades, presentes também no dia a dia como mães, educadoras. Não se sabe ao certo, ainda, quanto avançaram na questão de igualdade, mas certo é que, a cada dia, buscam seus direitos mais e mais. E é exatamente em março que estão na mídia, muito mais que em outros meses. É nesse mês que ganham notoriedade e espaço entre os homens, sendo possível saber nos meios de comunicação o que fazem, o que pretendem, querem e desejam. Ficar esperando o marido em casa, não é mais apenas o sonho de todas e sim um desejo de ter alguém com quem dividir as tarefas diárias, as lutas e conquistas. Mesmo com mídia destacando a luta das mulheres por reconhecimento, dados colhidos pelo Senado Federal indicam necessidade de maior efetivação e divulgação dos aspectos de proteção, prevenção e acesso a direitos para as mulheres, garantidos pela Lei Maria da Penha, mas cuja implementação pelos poderes públicos segue muito aquém do necessário. A pesquisa DataSenado sobre a violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil, divulgada no fim do ano passado, revela aumento no número de mulheres que declaram ter sofrido algum tipo de violência doméstica: o percentual passou de 18%, em 2015, para 29%, em 2017. Houve crescimento também no percentual de mulheres que disseram conhecer alguma mulher que já sofreu violência doméstica ou familiar praticada por um homem: o índice saltou de 56%, em 2015, para 71%, em 2017. Para 69% das entrevistadas, o Brasil é muito machista. São dados que indicam a necessidade de ampla efetivação da Lei Maria da Penha, em especial nos seus aspectos preventivos, que indicam caminhos para promover relações sociais e serviços públicos menos discriminatórios e violentos. O horizonte é logo ali Eliana Malizia é conhecida como Acelerada, tem 37 anos, gosta de boxe, pedalar. Ama dança e bodyboard. Se não bastasse tudo isso, ainda é piloto de teste de Motos e Carros, Repórter de Turismo e de esportes de aventura. Graduada em Educação Física, cursou fotojornalismo e aperfeiçoou seu talento para os negócios fazendo MBA em Marketing e cursos extensivos em Los Angeles. Atualmente, seu escritório é na pista, na estrada ou em cima de uma motocicleta, de uma bicicleta ou dirigindo um carro. Ela também associa feminilidade e charme nas suas viagens, imprimindo visão sensível e emotiva ao trajeto, com a objetividade e a autoridade de quem conhece bem a parte técnica dos meios que utiliza. Se você curte emoção em duas rodas, velocidade, aventura, conhecer novas culturas e encarar desafios, vai adorar acompanhá-la e descobrir as melhores dicas, que chegam aqui sempre em primeira mão, bem aceleradas. Apesar da jovialidade, começou no universo das duas rodas aos 18 anos comprando um scooter.. Como não podia comprar um carro, a opção por duas rodas foi a melhor coisa que fez. Apaixonou-se e começou a aumentar a cilindrada , pegar estrada , fazer grandes viagens. A paixão virou trabalho e, há 10 anos atua como piloto de testes. Hoje tem uma NMAX que usa no dia a dia e uma Harley-Davidson para viagens. Mesmo andando de moto praticamente todos os dias, vê questão da segurança no trânsito com muito cuidado. Para ela é essencial as pessoas começarem a ser mais gentis uma com as outras. “Educação e bom senso é tudo, já que a harmonia parte de todos nós”, frisa. Outra preocupação da repórter é com a condição das mulheres no Brasil e no mundo, tanto que, em sua rotina sempre está defendendo o empoderamento delas. “Estamos no mês da mulher para lembrar o quanto elas são especiais, tendo cargos de responsabilidades, desbravando o mundo”, enfatiza.   Mas, segundo seu pensamento, ainda em muita coisa que precisa mudar, por exemplo, em muitos cargos os homens ainda ganham mais.  As mulheres motociclistas devem continuar pilotando suas motos, mostrando nas ruas o quanto são guerreiras, responsáveis e educadas, sempre passando bom exemplo, principalmente de educação no trânsito. “Aproveito pra agradecer os profissionais das duas rodas, que por muitas vezes são cuidadosos quando veem uma mulher pilotando. Inclusive já recebi ajuda deles em momentos de pneu furado ou moto pifar. Eles sempre estão prontos pra socorrer. Muito obrigada... “tamo junto e misturado, é noiz”, finaliza. Para ela desafios devem ser enfrentados e superados A carioca Suzane Carvalho, 54, é solteira e não tem filhos. Decidiu viver assim. Kart, carro e moto sempre estiveram em sua vida. Jornalista de profissão, mora em Cotia- São Paulo. O Dia 08 de Março (Dia Internacional da Mulher), nunca deu “tanta bola” porque para essas coisas que diferenciam mulher de homem, pouco a encantava, pelo contrário, sempre foi pessoa forte e decidida, achando que saber enfrentar os desafios, vencê-los e ultrapassa-los, além de saber para onde ir e tomar as decisões, é que vale a pena.  “Desde sempre, fui considerada uma feminista, mas nunca levantei a bandeira feminista, na época, finalzinho da década de 70 inicio dos anos 80, falava-se muito de ir para rua, fazer passeata, balançar sutiã e coisas do tipo, para falar que a mulher tinha se libertado, era comum e necessário, mas eu achava mais importante que isso, era o comportamento das mulheres perante a sociedade, diante dos homens e das situações, porque você se mostra forte e define o que somos”, relata.   Porém, Suzane entende que desde que foi criado esse dia, as pessoas de fato começaram a ter maior consciência de que mulheres são tão capazes quanto os homens. Ela acha que as mulheres podem ser quem elas querem ser, que homem não é mais forte que mulher e que mulher não é mais forte do que homem. Tudo é uma questão de momento. Em seu entendimento, as mulheres não conquistaram 100% do seu espaço na sociedade, falta muito ainda, mas estão conquistando aos poucos. Uma de suas paixões, a motocicleta, é a companheira ideal para o dia a dia. Desde criança sempre gostou, mas, demorou para ter a sua. A primeira “magrela” foi uma bicicleta que a mãe ganhou num programa de televisão, Anos mais tarde, por volta dos 22 anos, adquiriu uma motocicleta e não se separou mais das duas rodas motorizada. Hoje utiliza uma CB 500F, que usa para tudo, para mobilidade no dia a dia, para dar aulas de pilotagem, para o lazer. Para o esporte, corre numa CB 500R Inquieta, numa profissão de homens, ganhou espaço e fama e hoje é uma das instrutoras de pilotagem de motos super respeitada, assim como de carros. Para ela, a competição, sempre esteve presente. Já correu de kart sendo campeã brasileira, foi à primeira brasileira a competir no exterior. Canadá e Inglaterra sentiram suas aceleradas. Em terras brasileiras foi campeã sul-americana e brasileira de Fórmula 3, campeã brasileira e carioca de kart, Atualmente ministra aulas no Brasil de curso de pilotagem, tanto para carro como para moto. “Que exista respeito entre as pessoas”, diz constantemente afirmando ainda que “uma coisa que as pessoas precisam compartilhar, e não é sonho impossível, é mais democracia e coerência no trânsito.” O mundo sobre duas rodas é cor de rosa Maria Helena Nestor, 59 é conhecida como Rosinha - A Penélope Rosa de Belo Horizonte, Minas Gerais. Casada, tem o ensino fundamental completo e ama pilotar sua motocicleta super conhecida em toda capital mineira. Trabalha como motogirl e manicure. "Quando me deslocava para fazer as unhas das minhas clientes, uma bicicleta era meu transporte, até que um dia troquei pela moto, uma Honda Bis. Naquela época tinha 42 anos", fala. Atualmente uma Suzuki Intruder é usada para fazer entregas, como locomoção para fazer as unhas das clientes e trabalhos no supermercado. Para Maria, os próprios motociclistas é que provocam os acidentes. "Eu me previno obedecendo as leis de trânsito e uso os equipamentos de segurança", ressalta.   O Dia Internacional das Mulheres representa, para a motogirl, que são guerreiras. Em sua opinião, já existe uma igualdade entre homens e mulheres. Já a motocicleta representa tudo de bom e um meio transporte mais rápido. Diante do quadro de crise que vive o Brasil, ela não se desmotiva e tem objetivos. "Quero que Deus continue abençoando minha vida e com força e coragem para chegar aos meus 60 anos trabalhando e pilotando" enfatiza. A motocicleta como uma grande paixão Nildete Souza, 53, ama navegar na internet. É designer e trabalha com envelopamentos e adesivagem. Mora na ensolarada Fortaleza, no Ceará. Aos 14 anos apaixonou-se pelas motocicletas e, aos 17, uma "Cinquentinha" preenchia seus dias de alegria. Hoje, tem uma Fly 125 da Traxx, ferramenta de trabalho. É com ela que atende os clientes. "Piloto sempre com muita calma e tranquilidade. Nunca tenho pressa e procuro seguir todas as regras de trânsito. Saio de casa sempre na certeza de voltar bem e encontrar minha mãe e meu filho", fala cuidadosamente. Para ela, o Dia 08 de Março é uma data histórica e foi criada com o objetivo de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, além de ajudar a promover a igualdade entre os gêneros. Não acredita que as mulheres já conquistaram seu espaço na sociedade e que, apesar de muitas conquistas, estão longe dessa igualdade. Como mãe de um menino, que logo se tornará um homem, sente-se responsável em ensinar esse respeito e igualdade para com as mulheres. Mesmo assim, acredita que ainda tem muitos anos de lutas pela frente. Assim como as entrevistas acima, a motocicleta representa muita coisa boa em sua vida. Seu maior objetivo é dar uma boa educação ao filho e torná-lo um homem do bem. Preparado para trabalhar e se realizar pessoal e profissionalmente. Sonhos como mulher e motociclista, como montar uma equipe de motociclistas envelopadoras. Todas com motociclo personalizado com o nome e logotipo da empresa: A Uau Adesivos & Envelopamentos. Nildete, alegre e sempre pra frente, ainda deixa recado: "Gostaria de afirmar que acredito sim que podemos combater o machismo por meio da educação dos nossos filhos homens. Essa para mim é a melhora alternativa para garantir que no futuro homens, mulheres e motociclistas vivam e convivam com respeito e igualdade." Pilotar é uma paixão, viajar uma necessidade Lusimary Abreu, 55, é outra apaixonada por motocicletas e viagens, mora em Fortaleza também, assim como Nildete. Sua paixão começou por motocicleta começou em 1985. De lá para cá só colecionou histórias e atualmente escreve outras linhas numa Mirage 250 que usa para ir ao trabalho, em viagens e encontros motociclísticos. Só pilota com os equipamentos de segurança, como capacete, luvas, bota, calça comprida e jaqueta. Sempre respeita às leis de trânsito, usa de educação e respeito a todos no trânsito e aos pedestres também. Em sua opinião, falta igualdade entre homens e mulheres e muito a ser conquistado, pois o preconceito ainda é muito. Para Lusimary , pilotar é uma paixão, quase necessidade. Adora viajar e acredita que já alcançou vários objetivos. Pessoalmente, ainda deseja fazer uma viagem bem longe com moto. "Quero conhecer todo o Brasil em uma viagem e aproveito para agradecer aos meus filhos que sempre me apoiaram, meu ex-esposo que me presenteou com a Mirage em 2011, a todos os irmãos motociclistas que, com irmandade e respeito, sempre me acolhem e dão muita força de continuar nas estradas. Agradeço também o pessoal da revista Motoboy Magazine que pela segunda vez me concedem a honra de participar dessa maravilhosa revista", finaliza. Pai, mãe e filha: todos unidos pelo motociclismo Ana Paula Provensi de Moraes, 38, desloca-se diariamente a trabalho na região metropolitana de Porto Alegre-RS de motocicleta. Desde que se lembra, o veículo de duas rodas está em sua vida. O pai era motociclista e mecânico de moto e a mãe a melhor carona que conheceu. "Eu brincava de boneca usando as tampas de motor como cama para a Barbie, mas só aprendi a pilotar mesmo aos 20 anos depois que fiquei viúva e passando por necessidades vi no serviço de motoboy uma maneira de sustentar minhas filhas, obtendo com isso grandes resultados", relembra. Há 17 anos está no setor de motofrete. Tem curso de motofrete e mototaxi, trabalha atualmente em uma cooperativa com 360 motoboys. Ela é a única motogirl da equipe. Simpática, relata várias histórias engraçadas, como por exemplo, numa farmácia que trabalhava. Certa vez foi realizar uma entrega, quando apertou o interfone o cliente nem deixou eu falar e disse logo que estava descendo, abriu a porta com um sorriso enorme, mas quando a viu, ficou muito envergonhado, pois seu pedido era Viagra. Na questão de segurança procura seguir a legislação de trânsito, troca o capacete a cada 2 anos, usa caneleiras para defender as pernas. Acha a profissão arriscada, não só por acidentes, mas também pela violência, por assalto e roubo. Quando pensa no mês de março, dedicado as mulheres, lembra de toda a dificuldade que teve para entrar no mercado de trabalho, as empresas não aceitavam mulheres. "Eu domino o serviço de motofrete, tenho tempo de trabalho e conhecimento o suficiente para me considerar uma boa profissional. Tenho bastante reconhecimento pelo trabalho também, inclusive de colegas. Hoje me dou ao luxo de escolher para quem vou trabalhar e sou assediada por várias empresas para trabalhar para elas. Realmente conquistei muito mais do que esperava quando decidi entrar para essa categoria e me sinto muito feliz no serviço. Sou realizada profissionalmente. Tenho clientes que não aceitam outra moto para atendê-los o que me dá muito orgulho. As desvantagens são de falta de tempo com a família mesmo e todos os dias que já passei lesionada devido algum acidente, mas nada que me faça esmorecer", explica orgulhosa a motogirl. [caption id="attachment_14948" align="alignnone" width="1023"] Ana Paula (Aninha), é a unica motogirl da equipe de profissionais onde ela trabalha atualmente.[/caption] Ana também tem metas, que seria de ter um tempo a mais para cuidar um pouco dela, realizar uma pós graduação, voltar para a academia de treinos e realizar o sonho mais ousado: montar uma equipe de motogirls. No futuro não tão distante, também quer trabalhar na EPTC, que é o órgão de trânsito de Porto Alegre, pois acha que é preciso ter pessoas de todas as categorias de transporte preocupados em otimizar o trânsito e reduzir a acidentalidade.  
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