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Setor de motopeças em alta

Setor de motopeças em alta

20/05/2018 16h16 Atualizada há 3 anos
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Por: murillo
Setor de motopeças em alta
Na contramão da crise, empresas e lojistas comemoram vendas crescentes, fazem investimentos em tecnologias para melhorar produtos e apostam cada vez mais em relacionamento e fidelização com os clientes. O Brasil pode até estar em dificuldades financeiras, instabilidade política, desemprego e problemas em vários setores da economia, porém, o mercado de motopeça tem se mostrado aquecido e fatura anualmente, mais de R$ 4,5 bilhões. Enquanto as vendas de motocicletas caminham para uma melhora, tendo nos dois primeiros meses de 2018 140.040 unidades – um aumento de 9,32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 128.105 motos – as projeções para ainda esse semestre para comercialização de vendas de peças para motocicletas podem bater os 20%. A lógica para esse aumento de um em relação ao recuo do outro acontece porque, quando os consumidores não investem em uma motocicleta nova, tendem a usar seu dinheiro para manutenção da sua motocicleta. Consequência direta dessa ação é o aumento das vendas das empresas do setor de motopeças. Outro fator para aumento nas vendas de lojistas é a participação deles em salões especialmente voltados para o segmento de peças para as motocicletas. Todos os eventos relacionados a isso tem sucesso de público, vendas garantidas, expositores satisfeitos e consumidores finais fidelizados. É um ciclo de sucesso, dizem especialistas. Empresas participantes, chegam a declarar aumento de 25% no volume de vendas praticadas no mês da realização do evento. Além disso, é possível encontrar toda a cadeia produtiva de motopeças, representantes para outros estados, empresas idôneas, mas desconhecidas do grande público e firmar boas parcerias. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou pesquisa de mercado do setor de motopeças em 2003, quando começaram as surgir edições desse tipo de salões / feiras, dados demonstraram a importância do segmento para a economia brasileira. Naquele ano, por exemplo, o setor era responsável por gerar quase 300 mil postos de trabalho, resultando impacto direto da cadeia de motopeças com participação no PIB brasileiro de 0,21%. Estes eventos proporcionam assim, durante sua realização, interação entre os envolvidos na cadeia que abastece o mercado de motopeças como fabricantes, distribuidores, lojistas, consumidores, mídias especializadas e outros. Para pequenas empresas é a oportunidade de tornarem-se conhecidas e fecharem negócios com uma quantidade muito maior de distribuidores e lojas. Se microempresários são beneficiados e aumentam suas vendas, faturando ainda mais e, também conseguem recursos para desenvolver seus produtos, aumentar a qualidade e o volume de produção, que ocorre em maior escala, essa ação reflete na redução de custos de fabricação e, por fim, aumento da variedade de marcas do mesmo produto nas prateleiras e também a redução do preço final decorrente da concorrência pela preferência do consumidor. Médias e grandes empresas bebem nessa fonte e também fecham, inclusive, negócios com o mercado externo internacional. Que crise que nada... O que se vê atualmente no setor de motopeças é motivador. Diversas marcas com boa qualidade estão produzindo peças como nunca feito antes. A tecnologia recente tem levado para as fábricas modernização da produção, qualificação dos funcionários e material de insumo para fabricação de peças de ótima qualidade. Atualmente, tecnologia importada de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Itália, está no Brasil tanto para peças de motos de alta, como média e baixa cilindrada.  Essa modernização traz peças com qualidade, origem e alta durabilidade. As reuniões de poder público, empresários e lojistas que buscam soluções para enfrentar obstáculos e aumentar vendas, também tem ajudado. Uma prova disso é a Frente Parlamentar Duas Rodas com objetivos de viabilizar iniciativas públicas para defender os motociclistas, dando-lhe mais segurança e fomentar o setor de motopeças. O grupo de trabalho do setor tem discutido propostas e soluções em torno de aspectos como legislação e tributação, sustentabilidade e segurança pública para motociclistas. Em relação a segurança, o setor de motopeças acaba sendo beneficiado com qualidade e preços justos. A Associação dos Lojistas das Ruas das Motos, por exemplo, comemora o fato e diz que a frente parlamentar vem de encontro com os anseios dos lojistas de motopeças da Rua General Osório, região central de São Paulo. Através da Associação, os lojistas poderão fazer suas reivindicações. A principal delas e para que a região seja revitalizada e reconhecida como nicho de negócios. Recentemente, um levantamento feito no setor mostrou que na última década as motocicletas tanto novas quanto usadas foram comercializadas aos milhões de unidades. Em 2012 essa divisão representava 50% para ambas. Com o passar dos anos, porém, os preços das motos Zero elevando, entra e sai de crises financeiras nacionais e desemprego, o mercado de motos novas regrediu 30%, sendo que os outros 70% destinaram-se as usadas. Isso, de certa forma contribuiu para o aumento das vendas de peças novas para motos que necessitavam de manutenção.   Motofrete e mototaxi são grandes consumidores de peças e acessórios Os profissionais do setor, seja transportando peças, documentos, refeições ou até pessoas, são os maiores compradores de peças para manutenção de suas motos. O dia a dia das idas e vindas desgasta a motocicleta e faz com que troquem pneus, pastilhas de freios, cabos, partes elétricas, óleo etc constantemente. Muito mais que consumidores de motos da média e alta cilindrada, já que “rodam” menos. Com isso, gastam em média 30% de seus salários com consertos, reparos, trocas e personalização da motocicleta. Somente no estado de São Paulo são quase 50 mil motofretistas que atuam de forma regulamentada, frente a um total de cerca de 220 mil que sobrevivem do trabalho proveniente de suas motos, de acordo com dados do SindimotoSP – sindicato dos motoboys de São Paulo. A compra de peças e acessórios por esses profissionais acontece o ano todo, mas entre novembro e dezembro, aumenta devido ao 13° salário.  Kit relação, pastilha de freio, lonas, óleo, pneus e lâmpadas são os produtos mais solicitados no balcão. Se considerar os outros 10 meses de trabalho, em média são R$ 2.000,00 gastos com manutenção. Os próprios motociclistas profissionais, ao serem entrevistados, alegam que procuram mais qualidade, porém, o melhor preço. Os motoprofissionais somam mais de 40% do mercado de motocicletas. Para se ter uma ideia, somente os motoboys, segundo dados do Ministério das Cidades, no ano de 2012, foram calculados aproximadamente 4 milhões de profissionais atuando na profissão em todo território nacional. De lá para cá, esse número cresceu. Eles rodam cerca de 230 km por dia e por isso, o desgaste da moto é maior. Estratégias para alavancar bons negócios nunca são demais Atualmente, as empresas têm investido muito mais em marketing do que antes. Esse fator também ajuda o setor de motopeças evoluir. Feiras, tecnologia, bons produtos são bem-vindos, mas em tempo de globalização, a maioria dos envolvidos nesse segmento tem apostado na divulgação de seus produtos, seja em sites, portais bem elaborados ou redes sociais. Foi o tempo do boca a boca. O mercado de baixas cilindradas representa hoje 85% das vendas de motopeças.  Quem tem feito a alegria de lojistas, que compram de indústrias ou fábricas cada vez mais, são os proprietários de motocicletas de até 300cc. E a maioria deles usam redes sociais para conversar, indicar peças e serviços entre outras coisas. Existem algumas indústrias desse segmento que já abriram os olhos para esse mercado e sabem da importância dele para sua empresa nos dias atuais, e já estão focando o marketing para esse público de uma forma mais envolvente e evidente. Por isso, apostam e fazem campanhas de marketing totalmente direcionadas a eles. Ter uma estratégia de marketing eficiente é muito mais que isso e ela se divide em duas partes: interna e externa. Na primeira é a maneira como você lida com o seu cliente, o modo como o vê e o que faz para ele continuar a confiar em si. Já a segunda é o modo como o mundo conhece o seu negócio. Isso pode servir para manter os seus antigos clientes atualizados e cativar novos. Importante também é criar uma relação de confiança. Não existe nada melhor do que você criar uma relação de confiança com os clientes que já tem. Seja sempre sincero. Por mais difícil que seja lidar com as incertezas do mercado e da economia, saber antecipar quais serão os períodos de baixa e de alta no ano, pode fazer a diferença. Prepare-se, fique de olho nos mercados, tendências e variações da economia. Invista tempo em dinheiro em sua empresa. Os benefícios podem demorar, mas paciência e sabedoria nunca são demais. Fatores como um bom mix de produtos, estoques sempre abastecidos, a padronização no processo de atendimento, boas condições no pagamento, o cumprimento dos prazos de entrega e a existência de um suporte pós-venda são fundamentais para que o cliente não fique na mão quando procura por uma solução. Estar bem preparado para a alta demanda gera clientes realmente satisfeitos, fato que certamente traz outros benefícios no futuro, como a concretização de uma negociação mais rentável ou mesmo a indicação para uma nova cartela de compradores.
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