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Amor

Amor pelas motocicletas

Amor pelas motocicletas

25/07/2018 18h45 Atualizada há 2 anos
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Por: murillo
Amor pelas motocicletas
A liberdade que só uma motocicleta pode proporcionar não é clichê, muito menos chavão ou ideologia barata. É paixão que as vezes passa de pais para filhos, é emoção em cada curva, é o rosto ir de encontro ao vento e muito mais. A moto pode até não serunanimidade mundial, mas atrai gente cada vez mais e iniciantes que veem nessa locomoção através de duas rodas motorizadas aventura, facilidades e superação. Desde o início do século 19 elas estão entre nós. Começaram de forma rudimentar com um motor de cortador de grama acoplado a uma bicicleta. Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Japão pedem à paternidade da invenção. Mas, independente de quem seja "o pai da criança", sabe-se que todos deram suas contribuições e hoje, vemos modelos de vários tipos, potências, formas, cores e formas para todos os gostos e bolsos. Para quem precisa de locomoção rápida e versatilidade,as streets, urbans e scooters dão conta do recado. Os fãs das viagens em auto-estradas gostam das custons ou as gran turismo. Tem ainda as on-off que rodam em terra e asfalto, as esportivas para quem curte velocidade e assim por diante. O que une os motociclistas não é o gosto específico ou a necessidade, mas sim o prazer de pilotar uma motocicleta. Eles usam a palavra liberdade para descrever o sentimento que começa quando aceleram  suas motos, associando avenidas públicas, estrada aberta, o vento no rosto, a fuga em direção à paisagens exóticas ou os labirintos urbanos em meio às ruas das grandes cidades. Nessa última, o caos urbano é adrenalina injetada na veia. A sensação, acredite, é incomparável. Andar de moto é um hobby para muitos, mas também, ganha pão, locomoção rápida e necessidade, além de ser emocionante e desafiador. Ao estar sobre duas rodas, a experiência é completamente diferente de qualquer outro meio de transporte, é desafiador e muitas vezes a diferença entre vida e morte. O incrível disso tudo é que a sensação que se tem ao pilotar a motocicleta é você fazer parte do ambiente à sua volta e não expectador ou coadjuvante. Ao girar o acelerador, cria-se uma sensação de domínio e combinação de diferentes emoções como alegria, medo, relaxamento e prazer. É o físico e o emocional associados à ansiedade e adrenalina. Aos poucos e quando se entra no universo das duas rodas, você percebe que não consegue mais ficar longe da motocicleta. O avanço tecnológico contribuiu para pilotagem mais seguras, motos modernas com mais segurança e desenvolveu também, equipamentos de segurança para motociclistas. Cursos especializados tem surgido para aumentar os conhecimentos dos motociclistas em relação a condução e diminuir acidentes envolvendo motociclistas e aumentar o prazer dos fãs das motocicletas. Ciência comprova: andar de moto produz alegria De acordo com estudo do neurocientista japonês Ryuta Kawashima, em comparação aos motoristas de automóveis, as funções cognitivas dos pilotos de motos são beneficiadas. Isto acontece uma vez que dirigir moto requer alto nível de atenção, o que estimula o cérebro, melhorando seu funcionamento. Outro estudo, realizado recentemente na Inglaterra pelo instituto ICM Research para a revista Gardener’s World, revelou que andar de moto é umas das atividades de lazer que mais traz alegria às pessoas. Para 1.500 entrevistados, a pesquisa trazia outras opções de hobbies como nadar, dirigir um carro, correr, pescar e acampar, entre outras, mas o prazer de estar sobre duas rodas ganhou... e de longe. O estudo ainda confirmou, contrariando os que não gostam de motocicletas, que pilotar moto alivia o estresse, motiva e influencia até no humor durante o dia. Mas, engana-se que as motocicletas só trazem emoções. Elas também trazem algumas vantagens como ganho de tempo em congestionamentos, já que os motociclistas percorrem as vias públicas mesmo com tráfego está intenso. Essa é uma das vantagens dos motoboys, por exemplo, que usam os corredores entre os carros para agilizarem as entregas. Outra situação favorável para quem anda de moto nas grandes cidades é estacionamento grátis disponibilizado em bolsões ou vagas específicas. Não pagar pedágios em estradas, ter manutenção mais em conta e economia de combustível também entram na lista das facilidades. Andar de moto é o melhor remédio Além de pesquisas e estudos que comprovam melhora no sistema biológico, fazer atividades que nos alegram faz com que o cérebro produza substâncias que diminuem a pressão arterial e expulsam do corpo substâncias ruins para o organismo, aumentando melhorando a qualidade de vida. Equilíbrio, raciocínio rápido e desenvoltura são acentuados e o corpo responde com mais rapidez em situações adversas. Apaixonados por motos podem até passar a semana trabalhando de terno e gravata dentro de um escritório fechado ou nas grandes corporações, mas na primeira  oportunidade correm para fazer mais uma viagem de moto e se juntam em tribos, comboios, trilhas ou simplesmente participar de encontros de motos. O relacionamento com outros que dividem essa paixão também ajuda na melhora de conflitos, traumas etc. O espírito aventureiro é a maior qualidade de quem é apaixonado por motos. A motocicleta não é perigosa, assim como diversas invenções da humanidade. O perigo está numa série de situações que colaboram para acentuar o perigo. Uma delas é a decisão dos motociclistas, no caso, desobedecerem leis de trânsito. Para um acidente, não é necessário moto potente; basta alguém sem responsabilidade.  Para prevenção é necessário obedecer regras de trânsito, pilotar conscientemente e sempre estar atento para usufruir com responsabilidade essa grande invenção que começou como uma simples brincadeira. Motocicleta: paixão, superação e criatividade Os primeiros modelos surgiram em 1869 e a primeira motocicleta com motor de combustão interna foi fabricada na Alemanha por Gottlieb Daimler, em 1885, que instalou um motor a gasolina de um cilindro, leve e rápido, numa bicicleta de madeira adaptada, com o objetivo de testar a praticidade do novo propulsor. Outros foram se aprimorando até 1920. As fábricas montadoras A primeira fábrica de motocicletas surgiu em 1894, na Alemanha, e se chamava Hildebrandt & Wolfmüller. No ano seguinte construíram a fábrica Stern e em 1896 apareceram a Bougery, na França, e a Excelsior, na Inglaterra. No início do século XX já existiam cerca de 43 fábricas espalhadas pela Europa. Muitas indústrias pequenas surgiram desde então e, já em 1910, existiam 394 empresas do ramo no mundo, 208 delas na Inglaterra. A maioria fechou por não resistir à concorrência. Nos Estados Unidos as primeiras fábricas - Columbia, Orient e Minneapolis - surgiram em 1900, chegando a 20 empresas em 1910. Após a Segunda Grande Guerra, observou-se a invasão progressiva das máquina japonesas no mercado mundial como Honda, Yamaha e Suzuki. Fabricando motos com alta tecnologia, design moderno, motor potente e leve, confortáveis e baratas, o Japão causou o fechamento de fábricas no mundo inteiro. Nos EUA só restou a tradicional Harley-Davidson. A Motocicleta no Brasil A história da motocicleta no Brasil começa no início do século passado com a importação de muitas motos europeias e algumas de fabricação americana, juntamente com veículos similares como sidecars e triciclos com motores. No final da década de 10 já existiam cerca de 19 marcas rodando no país. Durante a guerra as importações de motos foram suspensas, mas retornaram com força após o final do conflito. Chegaram NSU, BMW, Zündapp (alemãs), Triumph, Norton, Vincent, Royal-Enfield, Matchless (inglesas), Indian e Harley-Davidson (americanas), Guzzi (italiana), Jawa (tcheca), entre outras. A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi a Monark (ainda com motor inglês BSA de 125cm3), em 1951. Nesta mesma década apareceram em São Paulo as motonetas Lambreta, Saci e Moskito e no Rio de Janeiro começaram a fabricar a Iso, que vinha com um motor italiano de 150cm3, a Vespa e o Gulliver, um ciclomotor. O crescimento da indústria automobilística no Brasil, juntamente com a facilidade de compra dos carros, a partir da década de 60, praticamente paralisou a indústria de motocicletas. Somente na década de 70 o motociclismo ressurgiu com força, verificando-se a importação de motos japonesas (Honda,Yamaha, Susuki) e italianas. Surgiram também as brasileiras FBM e a AVL. No final dos anos 70, início dos 80, surgiram várias montadoras, como a Honda, Yamaha, Piaggio, Brumana, Motovi (nome usado pela Harley-Davidson na fábrica do Brasil), Alpina, etc.
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